© Renata Mendes

Essa vai ser uma crônica declaração de amor. E como toda declaração de amor, vou tentar ser o mais clichê e melosa possível. Se não, perde todo sentido de fazê-la.

Tudo começou pelo seu cheiro, suave. A cada esquina sentia-o com a brisa. Cheiro doce e salgado. Perfume de coisa boa.

Tu tens uma beleza tão incrível, mas tão incrível, que parece cenário de novela, de mentira. Os personagens da sua vida também. Com um gingado, uma malemolência e um quê de narcisismo. E é tudo verdadeiro. Único.

A sua real beleza é como você acolhe a todos, independente da cor, origem e idade. És tão generosa que deixa o melhor lugar, com a melhor vista, para quem ainda está tentando sobreviver dentro da desigualdade. Coisa de quem sabe ficar feliz por ver o outro feliz. Qualidade de poucos nessa vida. Admirável.

Não posso dizer que gosto do seu som. Mas gosto da música que sai de você, com uma cadência, uma bossa, que só você sabe fazer. Tudo em que os olhos repousam serve de inspiração.

Você deixa os meus pés cheio de areia, meu coração cheio de amor e a minha vida cheia de vida.

Rio, é amor o que eu sinto por ti. De janeiro a janeiro.