Busca

Crônicas Coletivas: uma experiência de escrita

Mudança

Conferir é uma arte para poucos, diria. A paciência de manusear uma lupa e verificar o número de série de um selo novo da coleção, contar e recontar os envelopes em ordem alfabética de um arquivo, passar em revista todas... Continue lendo →

Vaca profana revisitada

Gasto um tempo admirando as espalhafatosas torres de Gaudi e sigo timidamente para o Parque Güell para acabar de vez com as dúvidas sobre a estética do catalão. Depois de descer do metrô e enfrentar os numerosos degraus das escadarias... Continue lendo →

Sem herói na cena

Minha última namorada tinha dois filhos. Passei com louvor pelos primeiros encontros e já estávamos juntos tempo suficiente para eu conhecer a família. Para minha surpresa gostei deles a ponto de me sentar à mesa nós quatro várias vezes numa mesma... Continue lendo →

Adocicando a reunião

Segundo o Houaiss, adocicar é tornar levemente doce, atenuar, abrandar. Era exatamente disso que o grupo reunido no quinto andar do edifício Margarida precisava. A anfitriã, uma senhora grisalha muito discreta em seus quase 65 anos tentava fazer sua parte.... Continue lendo →

Do outro lado da linha

Nem sei há quanto tempo o telefone está tocando. Levanto da poltrona cambaleando e procuro apoio. – Alô... – Oi, vó, o que tá acontecendo? – Ouço uma voz de criança do outro lado. A pergunta me pega de surpresa.... Continue lendo →

Irmã para quê?

Inacreditável, foi a única palavra que consegui dizer quando ganhei um urso de pelúcia da minha irmã Juliana. Sei que muita gente ganha bichinhos bonitos, enfeitados, bem vestidos, até com cheiro. Fica feliz, coloca sobre a cama, na estante de... Continue lendo →

Pulp fiction paulistana

As luzes foram acesas, mas Ana Beatriz ainda se sentia dentro do filme. Produção francesa é assim mesmo, nos deixa no meio do caminho: ficar sentada e pensar a respeito, ou correr para olhar o mundo e ver se tudo... Continue lendo →

Millôr Fernandes, eu e o poliedro

Millôr Fernandes era um poliedro. Como assim? Poliedro sou eu. Vendi livros do Padre Charbonneau junto com a Enciclopédia Britânica, quando jovem. Cansei e vendi as primeiras cadernetas quando resolveram massificar a poupança no Brasil, aquelas da formiguinha. Estava nas... Continue lendo →

Cheiro de quê?

Descrever cheiros. Gosto disso. Posso até dizer que é uma mania. Acabo de ferver água para fazer um chá de gengibre com jasmim. Nada melhor em um far niente em plena quinta-feira. O cheirinho me lembra finais de semana no... Continue lendo →

Site no WordPress.com.

Acima ↑

%d blogueiros gostam disto: