Em julho de 2014, um grupo de desconhecidos iniciava uma Oficina de Escrita sob a coordenação do cronista Luis Henrique Pellanda. Foram duas semanas de convívio criativo e muita sintonia, e ao final desse período parte do grupo continuou em contato pelo Facebook.

Logo veio a ideia de aproveitar nosso potencial e entusiasmo com um exercício até então inédito para cada um dos participantes: escrever crônicas coletivas, diversos autores a cada texto, em um revezamento bem ordenado.

Divididos em dois grupos, a ideia era que, mensalmente, cada um de nós iniciasse uma crônica com cerca de 600 caracteres, passando para outro completar com mais um tanto, até que o texto voltasse ao autor inicial para seu fechamento. Seria um desafio à criatividade e desenvolveria a alteridade, o considerar o outro como elemento constitutivo e estruturante, ampliando a percepção para além da ótica exclusivamente pessoal. Embora houvesse o consenso de se manter uma idéia inicial em movimento, com a cautela de tentar não quebrar o estilo e a estrutura do fio da escrita, não havia o menor controle sobre qual rumo o texto iria tomar. E o resultado surpreendeu.

A primeira rodada foi gratificante, pegamos gosto, éramos um coral afinado, não na harmonia das vozes, mas na fluidez das palavras. O exercício agradou a todos nós. Daí a continuar com a brincadeira foi fácil, mantivemos um ritmo crescente, algumas vezes propondo novas dinâmicas. E eis que podemos agora, em um ato desinibido e orgulhoso, apresentar a vocês o nosso trabalho: um espaço de crônicas coletivas, escritas partilhadamente a diversas mãos cada uma delas.

Um princípio a guiar naturalmente nossas trocas foi que participar desse grupo deveria ser uma vivência divertida, como todo hobby.

Desejamos que a leitura de nossas crônicas propiciem a vocês, leitores, prazer semelhante ao que sentimos ao escrevê-las. Apresentamos, de início, um conjunto de crônicas coletivas, e lançaremos mensalmente novos textos.

Voltem sempre. Contamos com a sua leitura.