© Luiz Geraldo Benetton

Hoje faz vinte e um anos que nosso maestro não compõe mais para nós. Meu registro de saudade.

Todo mundo devia nascer Tom Jobim. Depois desenvolvia as outras características, etc, mas sobre sólida base de lirismo, poesia e suavidade. Cresceria com dons artísticos, sensibilidade, romantismo e um caro olhar sobre a Natureza.

Todo mundo devia nascer Tom Jobim, pra garantir um sorriso gostoso, um olhar feliz de menino, uma tirada na ponta da língua, uma coleção de amigos boêmios e um simpático sotaque carioca.

E quando chegasse a hora de morrer, deixar um rastro melódico brilhante de criatividade, beleza e paz.

Obrigado, Tom, por ter sido Jobim.